Chãos, freguesia do concelho de Ferreira do Zêzere, situa-se a dezoito quilómetros da sede concelhia e ocupa uma área de vinte e cinco quilómetros quadrados. Tem como freguesias limítrofes Areias de Ferreira do Zêzere, Alviobeira, Casais e Além da Ribeira, do concelho de Tomar, Formigais, do concelho de Ourém e Pelmá do concelho de Alvaiázere. É composta pelos lugares de Almogadel, Cabeças, Carrascal, Casal de Santa Iria, Chãos, Cumes, Cumiada, Jamprestes, Laranjeira, Olival, Ovelheiras, Pinheiros, Portelinha, Quebrada de Cima, Quebrada do Meio e Travessa.
O seu topónimo tem origem no facto de esta freguesia assentar em terrenos baixos, que estiveram submergidos durante muito tempo, tendo-se encontrado aí uma grande quantidade de conchas petrificadas.
Esta freguesia, ou a maior parte dela, pertenceu ao distrito do Castelo de Ceras, que foi doado por D. Afonso Henriques à Ordem do Templo  em Fevereiro de 1159. Por sua vez, a Ordem do Templo passou a fazer parte da Comenda das Pias, instituída a 11 de Janeiro de 1321. Estando subordinados à igreja de Santa Maria das Areias, deu-se uma tentativa efémera de separação em 1530, na qual se sugeria a criação da freguesia de S. Pedro de Jampestres. Esta emancipação foi finalmente conseguida em 1554, através de uma queixa dos moradores dos Barrios do Termo das Pias, “por não poderem ser socorridos com os Sacramentos da Igreja, as crianças corriam grandes perigos quando as queriam baptizar, especialmente no inverno, por causa dos maus caminhos e das ribeiras que tinham de atravessar e os defuntos faziam aquela viagem de que não se volta, sem o conforto da extrema-unção.”  Sob este pretexto, os moradores pediram uma igreja para o lugar de Chãos, pedido que lhes foi concedido pelo preclaro de Tomar, sendo Francisco Manuel o primeiro pároco daquela igreja. Mas foi o seu sucessor, Gaspar de Seabra que, a 15 de Agosto de 1566 deu inicio aos assentos paroquiais da freguesia de Chãos. Em Outubro de 1577, o prelado de Tomar procedia à visitação da igreja de São Silvestre dos Chãos, da qual era ainda vigário o licenciado Gaspar de Seabra. Em 1612, o vigário de Chãos recebia de El-Rei a soma de vinte e dois mil réis, dois moios de trigo, dois de cevada, seis alqueires de azeite e uma pipa de vinho e, tendo este pedido o seu acréscimo, foi-lhe indeferido a 7 de Outubro de 1626.
Segundo a tradição, existiu na povoação do Falhete, um presídio político, onde esteve desterrado um conde cujo nome se ignora, que terá aí vivido com os seus criados, que passeava frequentemente a cavalo pelas terras circunvizinhas e que aí faleceu. Mas a tradição conserva também as tristes e pesarosas reminiscências deixadas pela estada dos franceses na freguesia, que tal como muitas outras nesta região, padeceu das Invasões Francesas. 
A freguesia Chãos pertence oficialmente ao concelho de Ferreira do Zêzere desde 1836.
O orago de Chãos é São Silvestre.  Poucas pessoas sabem quem foi este santo, cuja festa acontece no último dia do ano. Nascido de Roma, São Silvestre foi papa e governou a Igreja de 314 a 355 d.C., ano em que faleceu, exactamente no dia 31 de Dezembro. A Igreja Católica escolheu esta data para o canonizar. Em seu pontificado, São Silvestre estabeleceu novas bases doutrinais e disciplinares colocando a Igreja em um novo contexto social e político. Deu-se o entrosamento entre o clero e o Estado. Com o edito de Milão, o cristianismo passou a ser a religião oficial do Império Romano, na época governado por Constantino Magno. Com essa aliança, os cristãos puderam professar abertamente sua crença e a Igreja saiu de um período de perseguição que já se arrastava por 300 anos. Uma das grandes realizações do papa Silvestre foi o concílio ecuménico de Nicéia, em 325, que definiu a divindade de Cristo. O curioso é que a assembleia foi convocada pelo próprio Constantino, o que mostra sua influência nos assuntos eclesiásticos. Foram elaborados ainda os concílios de Arles e Ancira. São Silvestre foi um dos primeiros santos não-mártires cultuados pela Igreja. Ele é lembrado por promover a renovação do espírito e como protector dos seguidores mais fiéis de Cristo. Os feitos do santo do último dia do ano em defesa da fé não param por aí. Com a ajuda do imperador, São Silvestre construiu as basílicas de São Pedro sobre o túmulo do apóstolo, a Lateranense (que mais tarde se tornou a residência dos papas) e a de São Paulo.